UXSnack
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Acessibilidade social

Falamos muitas vezes sobre a acessibilidade dos produtos ou a inclusão nas empresas, no entanto, nem sempre temos em conta estes aspectos quando se trata de processos ou métodos que envolvem a participação de outras pessoas. Tornar os works

Parte do guia Design for Health

Falamos muitas vezes sobre a acessibilidade dos produtos ou a inclusão nas empresas, no entanto, nem sempre temos em conta estes aspectos quando se trata de processos ou métodos que envolvem a participação de outras pessoas. Tornar os workshops de co-design acessíveis é fundamental para garantir a participação de todos os envolvidos. 

Existem vários fatores que devem ser tomados em consideração para promover a acessibilidade deste tipo de métodos e hoje partilhamos alguns pontos para tomar especial atenção e transformar os próximos workshops numa atividade mais inclusiva.

Acessibilidade social em workshops garante a participação equitativa e significativa de todos. Vários estudos sobre métodos de design destacam a importância de ter em conta os vários contextos culturais, assim como as barreiras linguísticas e outras necessidades específicas.

Isto é mais visível nas barreiras físicas onde também devemos garantir que o espaço do workshop é acessível.

Entender o contexto de cada indivíduo faz com que também tenhamos de ter em consideração as preferências de cada pessoa em relação à sua presença. Isto é, se preferem a sua presença física ou digital. Se estivermos a trabalhar na área da saúde é normal que em alguns casos as pessoas prefiram workshops remotos, atendendo à sua possível situação frágil e muitas das vezes complexa, não permitindo deslocaçōes ou podendo por em risco o seu estado de saúde.

O tom de voz e postura pode ter um papel fundamental em algumas condições, por isso é importante ter um guião para os workshops, ainda que menos estruturado. Assim é possível garantir que mantemos uma comunicação assertiva, linguagem clara e postura correcta.

Atividades podem excluir participantes

As atividades que escolheres podem apresentar desafios de acessibilidade, alguns exemplos incluem:

  • Atividades que necessitam de capacidades motoras específicas, como motricidade fina, as quais podem excluir participantes com deficiências físicas e motoras.

  • Atividades que dependem fortemente da comunicação verbal, o que pode desfavorecer participantes com dificuldades de fala ou audição.

  • Atividades que envolvem o uso de tecnologia complexa, podendo excluir participantes com baixa literacia digital ou acesso limitado a essas ferramentas.

  • Atividades que exijam longos períodos de atenção ou esforço físico, o que pode ser fatigante e uma desafio para participantes com distúrbios de atenção ou outras condições de saúde.

Antes de oferecer ajuda, torna claro que sabes que a pessoa é capaz de realizar qualquer coisa sozinha

Ao contrário de presumir as limitações de qualquer participante, é essencial comunicar a confiança na capacidade de cada indivíduo e oferecer ajuda de forma que respeite sua autonomia e dignidade. 

Isto é importante para promover a inclusão e o respeito das capacidades de cada um, especialmente em contextos nos quais as pessoas podem enfrentar estigmas ou preconceitos associados às suas capacidades.

Diferentes formas de participar

Alguns participantes podem preferir a comunicação verbal, enquanto outros se expressam melhor por meio de atividades práticas. Reconhecer e respeitar as diferentes formas de participação é essencial para garantir que cada indivíduo se sinta à vontade para contribuir de acordo com suas habilidades e preferências.

Isso pode envolver a criação de atividades que permitam a expressão verbal, bem como a participação em atividades práticas, de forma que todos os participantes sejam capazes de contribuir de maneira significativa.

Partilhar experiências e ganhar empatia

Nestes casos é importante ter mais que uma pessoa no grupo, que partilhem a mesma condição, para que ambos possam trocar experiências, suportar os seus casos e sentirem-se representados.

Esta representatividade torna o workshop em si mais justo.

Torna a sessão flexível

É importante mitigar as barreiras psico-motoras existentes por isso tens de estar preparado a ser flexível e dar a possibilidade de adaptação das várias tarefas. Uma boa prática é antecipar este cenário e ter uma atividade alternativa documentada no teu guião do workshop.

O valor do modo indireto

O uso de métodos indiretos são importantes para que se torne mais fácil e seguro para os participantes partilharem histórias pessoais sem terem de se expor. Podes considerar alguns dos exemplos:

  • Desenvolvimento de personas

  • Técnicas de narrativa Indireta

  • Ferramentas visuais e criativas como mapeamento, colagem, role-playing e simulações para explorar ideias e sentimentos sem necessidade de exposição direta.

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Foto de João Ferrão

João Ferrão

Product Designer · UXSnack

Product designer focado em Design for AI e Design for Health. Partilho notas sobre os detalhes que mudam a experiência.